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HISTÓRIAS DE UM CADERNO BRANCO EM CAPA DE COURO

FUTURE ISLANDS | HAUNTED BY YOU

Acordou com um poema torto na cabeceira. Não se recordava de o ter começado, mas ali estava ele, a gritar por sentimentos, estampado na face de uma página branca num caderno despido, de capa de couro.

Mal conseguia dizer merda qualquer, a garganta cheia de versos em novelo. António era todo ele um desperdício de frases sem sentido, que se haviam estilhaçado nas paredes dentro de si, talvez a dormir, talvez.

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A WIRELESS KIND OF LIFE

OPERATORS | SHAPE OF THINGS

As lâmpadas de toda a casa controlam-se numa app: a sua intensidade, temperatura e até o tom, por uma app. Posso acender luzes e apagar estando em casa de amigos, para espantar a ladroagem ou apenas assustar a empregada.

A televisão, quando se liga, tem uma app que permite navegar por todas as suas funcionalidades, umas mais úteis que outras.

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CANDEEIROS LEVA-OS O VENTO

RHYE | COME IN CLOSER

Debaixo da sombra de meia garrafa de um robusto e aconchegante tinto, numa noite de frio sobre frio, ele deu com ela num banco no jardim do Príncipe Real. Ela chorava algo ou alguém, ou talvez fosse só a sua reacção ao frio que se soprava rajadas intermitentes, arrastando com ele um gelo vindo do norte.

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