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TRISTES SÃO AS NOITES DAS ESTRELAS QUE MORREM CADENTES EM VOOS DE OUTONO

EEFJE DE VISSER | ONGEVEER

Se é na beleza que te moves, meu amor, acerta o passo comigo,
Peço-te pelo sagrado, e até pelo profano que possa existir em ti,
Acerta o passo comigo pois comigo mora uma caixa sem paredes,
Onde o vento contrário às promessas me mata as flores lá dentro,
Tornando o meu jardim interior no mais árido deserto em ferida.

Acorda então meu amor, já é hora de a vida voltar a acontecer,
De espalhar pelo Outono das ruas as folhágrimas de felicidade,
De se gargalhar do alto da rua, na estrada onde andam os pássaros,
Na linha onde as estrelas morrem cadentes de peito cheio de amor,
Noite que brilha nas faces e que se mira vaidosa no espelho da escuridão.

Escura a noite,
Vento a mentira,
Estrelada a verdade,
Gargalhada o amor,
Todos respondem pelo seu nome.